Em encontro nesta manhã de quarta-feira, 19 de junho, no Clube do Sindicato dos Metalúrgicos de Piracicaba, representantes do Instituto Sindical de Piracicaba e do Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest), que esteve representado pelo técnico de segurança Alessandro Nunes, foi montado um grupo de trabalho para debater medidas a serem tomadas visando combater os diversos tipos de assédio praticado contra trabalhadores. O grupo, que a princípio será composto por técnicos e dirigentes sindicais, será composto por membros dos Sindicatos dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Piracicaba, do Sindicato dos Bancários, dos Comerciários e dos Metalúrgicos, além do Cerest, que realizam já nesta sexta-feira, dia 21, às 14 horas, o primeiro encontro de trabalho, no próprio Cerest.
Nesta reunião, coordenada pelo vice-presidente do Instituto Sindical, Milton Costa, foi explicado que a decisão do movimento sindical de Piracicaba e do Cerest de desenvolver um trabalho visando combater as práticas de assédio moral no trabalho foi tomada no último dia sete de junho, durante encontro de diretores do Instituto Sindical de Piracicaba, que representa mais de 200 mil trabalhadores de Piracicaba e região, e o Cerest, que contou com a participação do técnico do Cerest, Alessandro Nunes, e da sua coordenadora, Clarisse Bragantini, justamente em função do crescente número de casos de assédio no mundo do trabalho, nas mais diversas categorias de trabalhadores da cidade.
O aumento no número de reclamações de trabalhadores alegando que estão sendo assediado é que levou o movimento sindical da cidade a se reunir com o Cerest e começar a discutir medidas visando combater esta prática, de acordo com o presidente do Instituto Sindical, Wagner da Silveira, o Juca dos Metalúrgicos. "Diante desse quadro, foi criado o Grupo de Trabalho que terá a missão de definir as diversas ações que deveremos adotar para combater o assédio moral, sexual, assim como a discriminação racial e à diversidade", destaca o presidente do Instituto Sindical.
De acordo com o presidente licenciado do Sindicato dos Bancários de Piracicaba, José Antonio Fernandes Paiva, a ideia deste trabalho é de desenvolver a conscientização de que o trabalhador não pode ser humilhado, assim como é crime a discriminação racial, sexual e à diversidade, trabalho que há tempo vem sendo desenvolvido pelo Sindicato dos Bancários e que vem contribuindo para reduzir os casos na categoria.
Para os dirigentes do Instituto Sindical, os trabalhadores têm que denunciar essas práticas e as empresas precisam ter a consciência de que precisam respeitar os trabalhadores. "Justamente por isso será realizado esse trabalho de forma organizada, visando dialogar com a sociedade como um todo, e envolvendo trabalhadores e empresariado", completa Juca dos Metalúrgicos.